POR: Luís Nhachote 

A Associação Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) poderá estar em maus lençõis por conta de um escandalo em que alegadamente está envolvido o seu mentor, que se encontra foragido algures no México e tem a Polícia Internacional no seu encalçe.  

Mogens Amdi Petersen, encontra-se na lista de pessoas que são procuradas pela Internacional Police (Interpol) acusado de evasão fiscal. A Associação, que está estabelecida em Moçambique desde 1982 e se dedica a caridade, poderá ter as suas fontes de financiamento cortadas, por conta do escandalo que já atingiu a sua congenere do Malawi apurou o 1mão junto de fontes no Reino Unido.  

Uma ONG conhecida por benfeitorias…  

De origem dinamarquesa, a ADPP é uma ONG que se tornou num actor fulcral no comércio de roupas de segunda mão, comummente tradadas por “xicalamidades”  e está envolvida na formação de professores em Moçambique.  

Uma reportagem divulgada há dias pela BBC, refere que a ADPP faz parte de um grupo “sob o controle de uma organização semelhante a um culto” e que a líderança do grupo procurada pela Interpol pode estar escondido num complexo costeiro luxuoso no México.  

A Unicef suspendeu, a 30 de Junho último o seu financiamento para a congenere da ADPP no Malawi. Porém consta nos ficheiros da Interpol que o grupo conseguiu levantar fundos substanciais das agências dos Estados Unidos da América, Reino Unido e das Nações Unidas.  

A titulo ilustrativo, no ano passado, o Departamento de Agricultura dos EUA deu US $ 31,6 milhões para o trabalho em Moçambique para outro membro do grupo, o Planet Aid. 

No website da organização em Moçambique pode se ler que: “A ADPP Moçambique é co-fundador e membro da Federação para Associações ligadas ao Movimento Internacional Humana de Pessoas para Pessoas”, que inclui o Planet Aid, que também actua em Moçambique. 

A investigação da BBC alega que a rede é controlada por “uma organização semelhante a um culto” onde são doutrinados os professores que recebem formação.  

A principal parte da investigação foi sobre o ADPP Malawi, que tem links para a ADPP Moçambique. Várias alegações indicam que no Malawi, vários funcionários são pressionados a se juntar ao Grupo de professores e doam 25% do salário para ele; como também que alguns projectos não foram realizados e o dinheiro foi desviado; que quantidades significativas de dinheiro foram retiradas da África, seja em dinheiro ou pagamentos a empresas relacionadas, com milhões de dólares destinados a construir uma sede de luxo no México; e as contas não foram fornecidas e as empresas ligadas em grupo apresentaram facturas duplicadas e inflacionadas. 

O 1mão apurou de fontes do DFID Department for International Development (DFID) que este braço de ajuda ao desenvolvimento esta preocupado com os fundos que teem doado e que até que haja um esclarecimento podem ser cortados em Moçambique… 

Investimento no ensino superior 

Atravéz do ISET/OWU – Instituto Superior de Educação e Tecnologia/ One World University foi criado pela ADPP – Moçambique, e é uma das primeiras Instituições acreditadas pelo INED (Instituto Nacional de Educação à Distância) a 17 de Julho de 2012, para leccionar cursos à Distância, tendo como objectivos: expandir a capacidade de formação de professores e melhorar o nível de formação entre professores primários, secundários, de ensino técnico entre outros.  

O que diz a ADPP em Moçambique? 

O 1mão contactou telefonicamente a ADDP em Moçambique, sendo que a pessoa que nos atendeu – Ana Jonhson – disse não ser a pessoa indica para falar sobre o assunto: “Outra vez esse assunto?” exclamou, tendo nos remetido para o gabinete de comunicação na pessoa da senhora Neide que foi peremptória na sua resposta: “Nós não temos esta informação”. No entanto a ADPP ficou de restabelecer contacto com este portal, de modo a explicar-se, conforme reza o direito ao contraditório.  

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