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Mantida tradição da Frelimo

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Por: Boaventura Mandlate

A Comissão Política da Frelimo salvaguardou a tradição do partido no poder, que nos habituou a uma postura de continuidade, ao endossar, por unanimidade e aclamação, para o Décimo Primeiro Congresso, a realizar-se na Matola, Província de Maputo, de 26 de Setembro a 1 de Outubro, o nome do actual timoneiro, Filipe Jacinto Nhusi, para candidato a Presidente do Partido para os próximos cinco anos.

Para esta proposta a Comissão Política da Frelimo socorreu-se do número 4 do artigo 12 da Directiva sobre Eleições Internas para os Órgãos do Partido.

O posicionamento da Comissão Política não veda, no entanto, a possibilidade de aparição de outras candidaturas individuais, que não mais seriam que não seja para fazer de contas!

Sobre se esta eleição por unanimidade e aclamação representa ou não uma inovação na história do Partido, haverá que recordar, se a memória não nos atraiçoa, que Samora Machel, Joaquim Chissano e Armando Guebuza também foram candidatos por unanimidade.

Filipe Nhusi teve de ir a um escrutínio para ser o candidato a Presidente da República, mas uma vez eleito, foi por unanimidade que foi eleito Presidente da Frelimo, no culminar de uma luta no Comité Central, em oposição a uma tendência contrária.

A Comissão Política usou como argumentos a necessidade de se manter a Frelimo como um Partido forte, dinâmico, promotor da unidade nacional, da paz, do diálogo, e das mudanças estruturais e institucionais, para justificar a sua decisão pela continuidade na sua direcção, atribuindo os loiros a Filipe Nhusi.

As reacções que se seguiram são no sentido de que se tratou de uma decisão acertada, inteligente e oportuna.

É uma decisão que vem não só assegurar a continuidade da tradição do Partido como a confirmar que a liderança de Filipe Nhusi está a conseguir fazer frente à crise económica e política.

Na óptica de muitas correntes, a ginástica interna para manter a paz bem como evitar danos maiores devido à crise económica mundial, e não só, não pode ser interrompida.

Para essas correntes, a decisão significa, acima de tudo, que Filipe Nhusi é figura de consenso na actual conjuntura.

Atribui-se à figura de Nhusi os resultados da recuperação, ainda que ténue, da economia nacional, a engenharia de busca da paz efectiva, a consolidação da Unidade Nacional e a coesão interna.

Entretanto, a Comissão Política da Frelimo havia sido antecipada pela Associação dos Combatentes da Luta Armanda de Libertação Nacional, quando o seu Secretário-geral, Fernando Faustino, apareceu a dizer que Filipe Nhusi seria candidato do partido no poder a Presidente d República, nas Eleições Gerais de 2019.

Aliás, Fernando Faustino chegou a garantir que para além da agremiação que dirige, os braços juvenil (OJM) e feminino (OMM) da Frelimo vão igualmente apoiar a recandidatura de Nhusi.

São sinais de coesão que parece estar a solidificar-se no seio da Frelimo. (x)

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