Início Economia Recapitalização do Moza salva Nação inteira 

Recapitalização do Moza salva Nação inteira 

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A recapitalização do Moza terá sido o facto económico de eleição em 2017, pois permitiu evitar o descalabro de todo o sistema financeiro do país, cujo efeito em cadeia seria uma instabilidade total em todos os sectores, desde económico, político, social e por ai além.  

O efeito previsível do panorama que se desenhava com a situação do Moza não estaria longe do que acontece mesmo em sociedades altamente desenvolvidos, culminando com a queda de governos.  

Não é novidade para ninguém que o Moza ocupa lugar de destaque no sistema bancário de Moçambique, logo a sua queda faria estremecer o país.  

O Moza chega ao fim de 2017, não apenas como o terceiro maior banco em Moçambique, mas também como símbolo de estabilização do sistema financeiro nacional e que provou ser possível a sua modernização. 

Para isso seja reconhecido o mérito da visão estratégica que o Banco de Moçambique teve, independentemente de vozes minoritárias discordantes, sem que entretanto apresentem argumentos convincentes, senão apenas o mero prazer de no fim dizerem que “cumprimos o nosso papel de oposição”. 

A banca nacional não esteve imune à crise económica logo à entrada de 2017, e o clímax do abalo era a extinção do Nosso Banco enquanto o Conselho de Administração do Moza era exonerado, para um nervosismo generalizado e indisfarçável em todo o sistema.  

A recapitalização do Moza não era apenas importante para a salvação deste banco, como também para todo o sistema financeiro nacional. Quando se anunciou o momento crítico, o Moza era considerado o quinto maior banco e com todas a perspectiva de crescimento. O seu encerramento afectaria aos clientes, fornecedores e punha em risco muitos dos compromissos assumidos pelo país.  

Tudo que tinha de ser feito tinha de ter um objectivo único: evitar um risco sistémico. A recapitalização do Banco era necessária e urgente, ou simplesmente um imperativo nacional. Mas também era impunha-se que essa recapitalização fosse feita de uma maneira que projectasse o Moza para um banco de futuro e com capacidade de enfrentar os desafios que o mercado apresenta.  

Entre os concorrentes para esta engenharia o pragmatismo não encontrava alternativa a Kuhanha, ponderadas todas as determinantes e não foi necessário muito tempo, para ficar confirmado que esta era a escolha certa. Os três meses subsequentes encarregaram-se de esclarecer aos mais cépticos. O sistema financeiro nacional estava salvo, a economia nacional ressuscitava para o alívio do país inteiro.  

O Moza tornou-se na instituição financeira melhor capitalizada do mercado, com capital social de 10.299.200.000 meticais, o correspondente a cerca de seis vezes acima do novo mínimo imposto pelo Banco Central aos Bancos comerciais, fixado em 1.200.000.000 meticais.  

Era o fim das incertezas relativamente ao futuro do Moza, que voltava  a fazer parte das instituições líderes do desenvolvimento do mercado financeiro nacional, assim como do processo da bancarização suportada na tecnologia.   

A solução encontrada para o Moza é aplaudida por diferentes analistas que compreenderam no momento o risco que o sistema financeiro nacional corria.   

Hoje o Moza está a investir numa combinação entre expansão de agências e uso da tecnologia, principalmente de telefonia móvel, para responder aos desafios do mercado.  

A recapitalização do Moza salvou o país inteiro de uma situação desastrosa para onde se pretendia conduzir. (x) 

 

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