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Persistência arma de sucesso

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Por: Boaventura Mandlate

Inês Macamo Raimundo, quadro da Universidade Eduardo Mondlane e leccionando também em universidades estrangeiras partilha com Primeira mão um pouco da sua vida profissional e privada.

Identidade

Inês Macamo Raimundo é gémea de um rapaz nascida em Xai-Xai, capital provincial de Gaza, onde fez o ensino primário e secundário. A apetecível emigração para a grande capital ocorre em 1979, para fazer o Propedêutico de Letras, que na altura funcionava na Universidade Eduardo Mondlane.

Em 1982 conclui o Bacharelato no Ensino de História e Geografia para a Décima e Décima Primeira classes, e em 1983 integra o grupo que vai fundar a então escola Pré Universitária Primeiro de Maio de Nampula, cuja vocação era preparar alunos para a universidade.

Em 1986 vê o seu nome de solteira a ser acrescido Raimundo, por força de casamento com um colega do Propedêutico, na formação de professores e também na Escola Primeiro de Maio.

Inês Raimundo lembra com nostalgia que não foi para o curso de professorado por vontade própria muito menos (?) por vocação. O sonho de infância era cursar Medicina ou Economia. São outros tempos, em que os jovens não tinham possibilidade de escolha, eram orientados pelas necessidades da “revolução”.

Da medicina precocemente “fugiu” no seguimento de internamento hospitalar, por força de doença. Em conversa com a médica que a assistia, Inês confessou o sonho de infância de cursar Medicina. Esta confissão proporcionou à então criança Inês, uma passeata pelas enfermarias, por iniciativa da médica.

“Na enfermaria da pediatria fui ver pessoas com braços e pernas enfaixados, logo disse não, isto eu não quero e decidi que não quero ter possibilidade de fazer Medicina na vida inteira!”. Abria-se a porta de entrada para as Letras, culminando com o curso de ensino de História e Geografia.

Embora este não tenha sido o curso dos sonhos, Inês Macamo Raimundo diz que décadas depois não está arrependida e ao longo dos tempos teve a possibilidade de mudar do curso, mas manteve-se firme e descobriu que afinal a especialidade “imposta” era a sua vocação.

Antes desta descoberta havia dois factores determinantes para não se simpatizar com especialização em professorado. Primeiro, porque o curso obriga a contacto permanente como o giz, o que (pó de giz) não ajudava para o seu estado de asmático. Por outro lado, o curso de professorado não (?) tem prestígio na sociedade e em alguns casos se chega a especular que só os piores alunos é que são reorientados para a docência, enquanto os melhores vão para os cursos de eleição.

Passaram-se longos seis anos de docência em Nampula, sempre na esperança de um dia ser chamada a fazer o que mais gostava: continuar a estudar. “Isso nunca aconteceu, foi preciso forçar. A promessa é que você ficava dois anos em Nampula, depois voltava para continuar com os estudos”.

Em 1988 surgia a primeira oportunidade, com a abertura do Instituto Superior Pedagógico (ISP), actual Universidade Pedagógica. “Surgiu-me esta oportunidade, só que as condições que eles ofereciam não eram favoráveis”.

Quais?

“A ideia era que eu viesse sozinha a Maputo para fazer a licenciatura e assim que terminasse voltasse a Nampula para troca com o meu esposo. Eu disse que isso não fazia sentido. Questionei que punição é essa, pois já conclui o curso. Então disseram que vai continuar em 1989. Dito e feito quando chega 1989, fui permitido vir a Maputo. Uma vez em Maputo voltam a dizer de novo que o meu marido já não podia vir. O meu marido acabou saindo de Nampula sem autorização, e estivemos juntos no ISP. Fiquei apenas dois meses, porque fiquei grávida”.

A abertura do curso de licenciatura em Geografia na Universidade Eduardo Mondlane abre novos horizontes para Inês Macamo Raimundo, que troca o ISP pela UEM. “Mais uma vez tenho uma surpresa desagradável, o então Ministro de Educação indefere o meu pedido, a dizer que eu tinha que fazer a licenciatura no ISP. Chorei tanto, falei com o meu pai”.

Quem era o Ministro?

“Não sei se convém dizer, eu prefiro não dizer, pode ir investigar quem era o Ministro de Educação em 1990”.

E depois de falar com o seu pai…

“O meu pai disse: minha filha, eu vou ai a Maputo, vou ajudar-te a resolver. Eu disse ao meu pai para ficar sossegado, que eu havia de resolver sozinha. Simplesmente aconselhou-me a recorrer. Eu não sabia que uma decisão de um Ministro era passível de um recurso. Fizemos a exposição com ajuda dum cunhado e de facto o Ministro autorizou-me a estudar na UEM”.

Inês Macamo Raimundo lembra com orgulho que na altura a licenciatura durava cinco anos e conseguiu terminar em tempo regular e imediatamente foi contratada a dar aulas na UEM, com três possibilidades de emprego. Um dos postos permitiria um salário muito mais alto do que a oferta da UEM. “A minha opção foi que ainda tinha um sonho por realizar”.

Que posto “milionário” era esse?

“Era para produzir livros na Editora Escolar. Inclusivamente pagavam uma percentagem em USD dólar, etc. isso era muito bom, estamos a falar dos anos 1990, mas eu disse não!”.

E a outra possibilidade…

“Era para trabalhar no Ministério do Ambiente, porque em 1994 participei nas primeiras jornadas de investigação ambiental de Moçambique e fui a vencedora nacional. Quando foi criado o Ministério do Ambiente, aqui já posso dizer quem foi Ministro, o Ministro Ferraz (Bernardo) ordenou: vão trazer aquela que venceu as jornadas sobre investigação ambiental, para trabalhar neste Ministério. Eu fui lá, mas mais uma vez vi que não é aquilo que eu queira, prefiro continuar na UEM.

Inês Raimundo reaviva a memória e diz que começou a trabalhar na UEM como assistente estagiário e tinha como objectivo primário, prosseguir os estudos, mas mais uma vez, parece fazer parte da sua cina, foram cinco anos para poder ter autorização para continuar a estudar (mestrado)!

“Quando se tem vontade nada vai impedir e em 2000 consegui uma bolsa na África do Sul e fui fazer mestrado em Geografia Humana, na Universidade Witwatersrand, em Joanesburgo. Dois anos depois participo num concurso para bolsas de estudo da Fundação Kellogg. Fui enfrentar um painel de nove pessoas, que foram fazendo perguntas, mas consegui

responder… (risos). Consegui bolsa de estudos para Doutoramento, em 2004. Um ano depois verifiquei que a minha supervisora não lia os meus trabalhos. Tinha que escrever para ela a fazer-lhe recordar que foi a professora que me chamou (foi a mesma supervisora do mestrado), e foi ela quem me pegou e disse: Inês, vamos lá, vai-te inscrever para o Doutoramento, eu estou aqui e a senhora já não lé os meus trabalhos! Ela quando recebeu e leu aquele email só disse: Inês, we are brave (Inês, nós estamos bravos). Eu vi logo que isto está de facto muito mal parado! A Universidade teve que me indicar um novo supervisor e quando isso acontece tem de começar tudo de zero. Foi de facto um ano perdido!”.

Tal vez foi um mal que veio por bem. Inês conseguia um supervisor extraordinário, segundo contou ao Primeira mão. O novo supervisor lia tudo o que a estudante enviava, e não só. Levou Inês para duas conferências onde foram apresentar dois trabalhos em conjunto.

“Isso é bom, é assim que um professor tem que fazer, de tal forma que isso me estimulou bastante, a partir daí comecei a fazer os meus trabalhos e a submeter por todo o lado e sempre foram aprovados”.

Em 2008 a Professora Inês Macamo Raimundo termina o Doutoramento e submete a tese. As regras determinam que três meses depois o estudante já tem os resultados. Só que não foi dessa vez que a maldita cina deixaria de perseguir Inês. Passaram-se oito meses. Exagero excessivo, prenúncio de algo pior que ainda estava por vir.

“Inês, não se sabe onde está a sua tese!”. É o que o supervisor dizia em resposta à reclamação da estudante. “Finalmente lá se encontrou a tese, claro que foi mais um ano perdido, mas em Dezembro de 2009 recebo o resultado, etc. e em 2010 graduei”.

Pelo seu percurso nem sempre cor de rosas, a Professora Inês Macamo Raimundo costuma falar para os seus estudantes “nunca devemos desistir, porque aquilo que me aconteceu na vida foi mais do que suficiente para desanimar para qualquer um”.

Dívida aos pais

“O que é certo é, e sempre aprendi dos meus pais, aos poucos eu sempre gostei, que nós sempre temos que aceitar desafios e a primeira coisa é respeitar as autoridades. Se não respeitasse às autoridades eu teria feito uma grande confusão, mas sempre respeitei às autoridades, cumpri aquilo que disseram que devia cumprir e vou fazendo a minha vida. Neste momento sinto que quase estou realizada pelo seguinte: na minha casa os meus irmãos

sempre brincam comigo: quando é que vens passar férias em Moçambique (risos), porque uma das coisas que eu gosto de fazer é realizar trabalhos de pesquisa e sempre tenho feito tudo para que os meus trabalhos sejam publicados. Lembro-me que a primeira vez que fui aos Estados Unidos da América estava ainda a fazer o meu mestrado. Procurei uma conferência ligada à minha área de estudo, que é migrações, e fui apanhar uma conferência sobre migração para os países do Pacífico, que nem sequer banha o continente africano, muito menos Moçambique. Não desisti, submeti os meus trabalhos e eles gostaram imenso. Desde essa altura já não preciso de concorrer, sou convidada para apresentar qualquer coisa, nos Estados Unidos da América, Canadá, já fui também a México, Jamaica. O Brasil praticamente é o meu país de eleição, porque não só vou apresentar comunicações em conferências, como também me convidam para dar aulas. Em 2016 fui dar aulas de Mestrado em França, uma palestra para Doutoramento”.

A Professora Inês procura publicar tudo quanto produz, sendo que em 2017 saíram três trabalhos, um publicado em Portugal, outro no Canadá. Com pesquisas na área de migrações, Inês não se limita apenas a esta área. Sempre procura estabelecer ligações entre migração e segurança alimentar, HIV, Género, Mudanças Climáticas, “e de facto o meu Doutoramento foi sobre migrações forçadas, tudo aquilo que tem a ver com questões de refugiados, com pessoas deslocadas internamente, seja por razões políticas, seja também por questões ambientais ou climáticas, o caso de cheias, etc.”.

A Professora Inês Macamo Raimundo é uma pessoa feliz pelo facto de ter as suas publicações em alguns países como a Rússia, África do Sul, Senegal. “Em Moçambique tenho também alguns trabalhos, mas a maior parte dos meus trabalhos tenho publicado fora como em Portugal, Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, Canadá e Brasil”.

Paixão

Uma das coisas que a Professora Inês gosta de fazer é leccionar, desde o primeiro ano de licenciatura. “Gosto de trabalhar com esses meninos que ainda estão a entrar, ainda estão confusos, não sabem se é aquele curso que escolheram ou não, ainda pensam que o professor é uma coisa que está lá e eles estão do lado de cá, gosto de trabalhar com esses estudantes. Claro que também ensino níveis mais elevados, oriento trabalhos de Doutoramento”.

A Professora Inês acaba de fazer parte de um júri de Doutoramento de uma estudante sua na Bélgica. Actualmente conta com nove estudantes de Doutoramento e dois de Mestrado, de

diferentes nacionalidades, sobretudo aqueles cujas pesquisas visam saber algo sobre Moçambique.

“Curiosamente também tenho estudantes que não têm nada a ver comigo, mas quando querem vir para Moçambique são recomendados a trabalharem comigo”.

Do rol de alunos que beberam de Inês Macamo Raimundo a Professora lembra-se dos que ocuparam lugares governamentais, à semelhança de Alberto Vaquina, antigo Primeiro-ministro, Nazira Abdula, actual Ministra da Saúde, Jorge Muanahumo, o falecido Engenheiro Aquiamungo. Há muitos outros que não tendo estado na governação destacaram-se como técnicos, a exemplo de Taju, que foi Director Regional da Coca-Cola para África Austral, baseado em Harare, Zimbabué.

Falou apenas de alguns alunos seus que se notabilizaram em termos de cargos governativos, entre estudantes não teve nem um sequer? Sei que quando falamos de alunos estamos navegando até ao nível médio, acima disso são estudantes…

“Também tive muitos, cuja maioria hoje são meus colegas na docência. Com cargos políticos ou casos de governação não os conheço, mas também há aquele princípio que é o seguinte: quando a gente diz eu estou a fazer Geografia, quero ser geógrafo, toda a gente diz é para saber contar rios. Até quando aparecem aquelas crianças que conhecem as capitais, todo o mundo toca a dizer esta criança domina a Geografia, mas geografia não é isso. Por outro lado nós, os geógrafos, raramente aparecemos em lugares públicos. Para mim é mais fácil dizer que sou formada em migrações forçadas do que dizer que sou geógrafa, porque quando digo que sou formada em migrações forçadas toda a gente já tem um foco de refugiados, do que dizer que sou geógrafa. Ou dizer que sou ambientalista, ai vão me aceitar. Como geógrafa, na cabeça das pessoas paira que é para ensinar capitais, Estados, territórios rios, animais e por ai em diante. Nunca se pensa num geógrafo como aquele que pode contribuir, por exemplo, na planificação territorial, porque a gente lida com um espaço concreto que é o território e nós temos elementos de como melhor utilizar esse território. Penso que é por ai que ainda não tenha produzido figuras públicas que tenham como formação a área de geografia, mas digo que muitos são meus colegas, isso já é muito bom”.

Como é que vê o seu país Moçambique?

“Não vejo assim de uma forma isolada, vejo assim no contexto global. A conjuntura actual, por causa daquilo que Karl Marx dizia, que já estava previsto, que o capital ia dominar e

dominar na forma daquilo que é a concorrência, nós hoje vivemos num mundo de concorrência e na concorrência tudo vale, tudo serve. Moçambique dentro do continente africano é isto que nós estamos a viver hoje, há muitas dificuldades. Quando se pensa que já estamos a enveredar num mecanismo, que por exemplo vai aliviar ou reduzir a pobreza do país, logo vai surgir um problema que vai orientar para novas necessidades. Aquilo que era prioritário deixa de ser prioritário. Mas é assim, da mesma forma que faço parte daquela geração que produziu e continua a trabalhar para este país, também acredito que os jovens também vão fazer isso. É verdade que eles estão num momento diferente daquele donde eu venho. Nós estávamos fechados, só dependíamos daquilo que o jornal impresso e a rádio diziam. Hoje os nossos jovens já têm muitas facilidades de saber o que é que está a acontecer doutro lado do mundo. Há um professor meu que dizia que é uma geração que quer tudo pronto e tem de ser agora. Mas isto é um processo. Costumo dizer que se mesmo Deus que é Deus levou seis dias, não é porque ele não pudesse fazer as coisas numa fracção de segundos. É porque ele queria ensinar o homem, de que as coisas têm de ser feitas de forma faseada, não é tudo exactamente de uma só vez”.

Mas acredita neste país?

“Se eu não acreditasse neste país provavelmente não vivesse cá, porque já tive possibilidades, pelo menos por duas vezes, por causa da minha área de formação, de ir trabalhar e viver fora de Moçambique. Coincidentemente as duas possibilidades eram para viver em Angola, para trabalhar em questões de migração sobre Angola, Lesotho e Vietname, mas para mim as condições não eram favoráveis, porque eu perguntava, e a minha família? Diziam que não, a senhora vai sozinha. Eu disse isso não funciona! Mas não foi apenas por causa da minha família, acima de tudo por acreditar que ainda tenho condições para contribuir para o meu país, não é fugindo que vou ajudar o país, cada lugar tem os seus desafios e a pior coisa é viver como estrangeiro”.

Quem a convidava?

“É a Organização Internacional para as Migrações”.

Me parece que tem uma agenda profissional complexa com muitas viagens académicas pelo mundo fora, não deve restar tempo para uma Inês casada, tem filhos (dois) por educar… (risos) …

“O facto de eu ter casado com um colega ajudou a minimizar, e ele tem-me ajudado bastante. Sem crer ser tribalista, eu casei com uma pessoa de Tete (salvação), se tivesse casado com um “changane” (conterrâneo) teria… (gargalhadas) … os “changanes” são conhecidos por serem machistas, etc. (gargalhadas) … com ele sabes conciliar tudo. Saímos no mesmo ano para irmos estudar, ele para França e eu África do Sul, muito perto, porque os meus filhos eram menores e fui com eles, e assim vivemos. Quando chega a vez de eu viajar ele fica com as crianças, não tem problema algum, me apoia muito e mais, os trabalhos que eu escrevo, porque escrevo em português, ele é que corrige. Eu aprendi de Saramago, que dizia que quem corrigia os trabalhos dele era Pilar, sua esposa. Se até Saramago, Prémio Nobel da Literatura, quem sou eu para me considerar alguém que escreve? Então, tudo quanto eu escrevo em português dou ao meu marido, ele é muito bom a corrigir. Às vezes a gente se zanga, mas ele insiste que … (gargalhadas) … em português isso não se diz, então nós nos apoiamos, tanto mais que temos feito co-publicações”.

A Professora Inês Macamo Raimundo destaca que a vida é feita de muitos desafios e não aconselha a situações de conforto. “Vou citar o pastor americano, Bobby Schuller, que dizia o seguinte: o vencedor não é aquele que fica sentado na bancada, a comer cachorro quente olhando para os outros a correrem, o vencedor é aquele que participa, mesmo que fique na última posição. Somos vencedores não porque necessariamente chegamos ao primeiro lugar, mas porque nós não desistimos. Costumo dizer aos meus estudantes que vocês muitas das dizem que não podem ser bem-sucedidos porque não são filhos de antigos combatentes, ou porque não são filhos de ministros. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com outra, isso pode ajudar, mas não é determinante. Eu estou aqui, mas nenhum familiar esteve na guerra, mas hoje sou conhecida em muitos países, em muitas universidades, porque nunca desisti, e isso aprendi muito também da minha mãe, que me aconselhou a seguir o exemplo da palmeira, que varre a periferia em detrimento do seu redor. Os meus trabalhos começaram por ser conhecidos fora do país e só a partir de fora vieram para cá dentro, porque eu não tinha coragem de publicar aqui dentro, porque as pessoas não viam o conteúdo do meu trabalho, mas viam a pessoa”.

Quadro efectiva da Universidade Eduardo Mondlane, a Professora Inês Macamo Raimundo lecciona também, por convite, em universidades como São Paulo e Grande Dourado (Brasil), Bordeaux (França), Lisboa e Coimbra (Portugal), internamente na Universidade Pedagógica, Academia de Ciências Policiais.

E resta-lhe tempo para laser?

“Depende do que significa laser, para mim o meu laser é ficar deitada na cama a ler um livro, é isto que mais gosto de fazer, ou assistir televisão, gosto de ver novelas, vou às orações (Celebration Church – Igreja de Celebração), vou às missas. O que eu não faço, felizmente não bebo álcool, não fumo cigarro, não passo noitadas fora, porque senão não conseguiria fazer nada!”.

E consegue cumprir a regras dos três 8 – 8 horas para trabalho, 8 horas para descanso e 8 horas para laser (totaliza 24 horas do dia)?

“…Gargalhadas… Sim, consigo, para repouso, as oito horas consecutivas não, mas aos poucos sim, por exemplo à tardinha quando estou na universidade fico no meu gabinete uns cinco ou 10 minutos para descansar, isso dá-me energia. Quanto ao laser, se não estou a fazer trabalhos domésticos – gosto de lavar louça, isso adoro tanto, nem quero saber de máquina, lavo manualmente – (filha de maxangana, Dra… gargalhadas…) – é isso, não interessa a quantidade de loiça, não tenho problemas em fazer isso”.

Prato predilecto…

“…Gargalhadas… mas gosto de frango”. (x)

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