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Sector Privado sugere revisão do Plano Quinquenal 

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A Confederação das Associações de Moçambique, CTA, juntou-se aos mais diversos sectores internos no balanço dos primeiros três anos de governação do Presidente da República, Filipe Nyusi, no seu primeiro mandato Constitucional e conclui que as metas traçadas não vão ser concluídas, sugerindo a revisão do PQG 2015-2019. 

A CTA sublinha que a governação de Nyusi nestes primeiros três anos foi fortemente condicionada por factores internos e externos que nunca podiam ter sido tidos em conta na elaboração do PQG.

“Tendo em conta este aspecto, o Governo deveria avaliar a possibilidade de um PQG, 2015-2019 revisto”, sublinha a CTA, acrescentando que “nas condições actuais, é fácil não atingir muitas metas projectadas porque muitos pressupostos mudaram”.

Para a CTA, ao rever o Plano Quinquenal do Governo, o Executivo estaria com um programa mais realístico e alinhado às circunstâncias actuais.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique nota que no período avaliado Moçambique foi governado de forma condicionada.

Em vez de ficar focado no Plano Quinquenal, o Governo foi obrigado a atender à grave situação na qual o País se encontra, que contribuiu para a deterioração do tecido social.

“Vimos o Presidente da República a investir grande parte das suas energias no dossier político para alcançar a Paz em Moçambique; vimos o Presidente da República a investir boa parte das suas energias na diplomacia económica, em busca de retorno de investimentos em Moçambique; vimos o Presidente da República a investir boa parte das suas energias na diplomacia económica, em busca do retorno de investimentos em Moçambique; vimos o Presidente da República, finalmente, a colocar mão dura nas regalias dos dirigentes em defesa da redistribuição e/ou realocação dos recursos do Estado em outras áreas da economia”, sublinha a CTA.

Para o Sector Privado, o ambiente de negócios deteriorou, obviamente, porque ele depende dos factores mencionados acima. “Felizmente, o Governo conseguiu estabilizar a inflação e o comportamento da moeda doméstica”, consola-se a CTA.

No campo económico e social, a CTA aponta vários aspectos que condicionaram o desempenho, entre os quais destaca a tensão político-militar e o pacote das chamadas “dívidas ocultas” que determinaram a redução do apoio externo, bem como afectaram a imagem do País, condicionando, também, a actuação das empresas.

“Quer parecer que as circunstâncias encaradas durante a governação nestes últimos 3 anos, não eram as que tinham sido projectadas. Houve um espectro de surpresa que anulou tudo que tinha sido programado para implementar-se”, diz o Sector Privado, concluindo que “dos indicadores seleccionados, a inflação é o único que, apesar de estar ainda acima da do projectado até 2019, tem possibilidades de se verificar”. (x)

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