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Optimismo moderado

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Por: Boaventura Mandlate

O Presidente do CEO do Moza, João Figueiredo, aconselha prudência relativamente às expectativas económicas e financeiras para 2018.

Entrevistado pela “O País Económico para Portugal, João Figueiredo lembra que Moçambique conseguiu nos últimos anos alcançar o estatuto de uma das economias com os mais elevados índices de crescimento a nível mundial.

Entretanto, em 2016 o País conheceu uma desaceleração do crescimento económico e degradação dos principais indicadores macroeconómicos, com reflexo directo nas vidas das empresas e das pessoas.

A conjuntura económico-financeira do País afectou de algum modo o desempenho do sector bancário, reflectindo-se no abrandamento dos níveis de crescimento de depósitos e crédito à economia.

“Contudo, nos últimos meses testemunhamos sinais fortes de estabilização e recuperação económica não obstante prevalecerem ainda alguns riscos. Por estas razões mantenho-me optimista relativamente ao desempenho macroeconómico e financeiro em 2018 no qual espero que se retome aos níveis de crescimento verificado antes do abrandamento de 2016”, perspectiva o Presidente do CEO do Moza.

Segundo João Figueiredo, este optimismo é sustentado pelo facto de se prever o aumento da produção no sector mineiro, em resultado da melhoria das condições logísticas, e da entrada de novos operadores no sector de gás com um enorme potencial para impulsionar o crescimento económico.

Apesar das decisões de investimento serem fortemente influenciadas por condicionantes tanto no plano doméstico como no internacional, João Figueiredo tem uma forte expectativa de que o fluxo de investimentos, sobretudo nos sectores nos quais Moçambique apresenta vantagens competitivas, vai ser concretizado.

Figueiredo lembra que Moçambique é um País de Oportunidades. A sua localização estratégica permite um fácil acesso a outros mercados da região da África Austral assim como aos principais mercados internacionais.

Exemplificou com a extensa terra arável, uma enorme linha de costa com mais de 2800 quilómetros, recursos naturais, e um potencial energético e turístico invejável.

“Considerando que as perspectivas de crescimento económico mundial constituem uma oportunidade para o aumento da produção e das exportações da economia nacional, certamente que os investimentos aliados a estes sectores se deverão concretizar e assim sendo, irão impulsionar o crescimento e desenvolvimento económico de Moçambique”, prevê o Presidente do CEO do Moza.

A uma pergunta sobre as relações entre Maputo e Lisboa, João Figueiredo notou que Portugal é de facto um parceiro histórico e estratégico de cooperação com Moçambique, tendo os fluxos comerciais entre os dois países evoluído ao longo dos tempos.

Para João Figueiredo, é desejável que esta relação bilateral continue a registar avanços, que se identifiquem e explorem novas oportunidades por forma a maximizar as vantagens para os dois países.

“Acredito que maior agressividade do empresariado dos dois países, algumas reformas institucionais onde é preciso, e um cada vez maior envolvimento da câmara de comércio e agências de promoção de investimento e comércio internacional podem ajudar a aprofundar o relacionamento económico e empresarial entre Moçambique e Portugal”. (x)

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