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Sinais preocupantes

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Se 2017 terminou estável, do ponto de vista económico, financeiro e político, o mesmo não acontece no início de 2018, com a moeda nacional, o metical a desvalorizar-se em relação às outras divisas. 

Em consequência, o agravamento do custo de vida, traduzido no aumento generalizado de preços.

O início de 2018 prometia os mesmos equilíbrios macroeconómicos do segundo semestre de 2017, sem grandes variações no nível geral de preços e da taxa de câmbio, mas foi ‘sol de pouca dura’.

Preocupam sinais evidentes de desvalorização do metical. Embora por enquanto se trate de uma depreciação ligeira, causa apreensão pelo facto de se revelar uma deterioração progressiva da nossa moeda.

O ano de 2017 fechou com o metical a ser cotado um pouco acima de 58, em relação ao dólar americano e, hoje, andamos um pouco acima dos 60 meticais/dólar.

Este comportamento do metical certamente sinaliza algo que teremos de esperar que aconteça ao longo de 2018, ano das Eleições Autárquicas, e oxalá não seja algo pior.

Renovam-se por outro lado, as expectativas sobre a postura dos parceiros de cooperação ainda inflexíveis na sua estratégia de asfixia económica, num claro forcing para uma alternância política no país, a evolução dos dossiers sobre o gás e relativamente às chamadas dívidas ocultas.

Resta-nos é ficarmos atentos sobre o que poderá acontecer com a evolução da taxa de câmbio.

Se no campo político tranquiliza a manutenção da estabilidade, o mesmo já não acontece no norte de Cabo Delgado, com as notícias de propagação da onda de criminalidade, de motivações que ainda constituem um mistério, pelo menos publicamente.

A associação do islão aos ataques armados criminosos em Mocímboa da Praia, Palma e Nangade não passa de uma estratégia para distrair.

Os criminosos envolvidos tão pouco podem ser relacionados com muçulmanos, embora se autoproclamem, pois dessa família não têm absolutamente nada. Afinal Isslam é paz.

O uso indevido de Isslam nesses ataques armados criminosos desafia a liderança da comunidade muçulmana a mostrar com firmeza o seu afastamento e desagrado total e a contribuir para a erradicação do mal. Não se pode duvidar da capacidade da família muçulmana para esse imperativo.

Por sua vez, o Estado, nas suas atribuições que incluem a defesa da soberania e da integridade territorial deve investir todo o se poder para em definitivo trazer de volta o sossego total nas históricas terras de Cabo Delgado, onde o povo reclama tranquilidade para fazer o que melhor sabe: produzir para seu auto-sustento.

Conhecida a história da humanidade, os acontecimentos de Cabo Delgado não podem ser dissociados em absoluto do ‘boom’ da valorização dos recursos naturais, essa génese da quase totalidade das guerras conhecidas no mundo.

Os Grandes Lagos são um exemplo a considerar. Se não são ricos em recursos naturais, não sabemos quantos de nós saberíamos da existência da região dos Grandes Lagos.

E para essas guerras em momento algum os seus mentores falam ou falarão de recursos naturais. Usam de todos os argumentos para nos distratarem, pondo-nos em choque para melhor explorarem os nossos recursos, até que um dia despertaremos quando apenas só restarem elefantes brancos.

Para o bem de todos, continua válido o slogan “Unidade, Trabalho, Vigilância”. (x)

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