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Corporativismo VS meritocracia

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Corre um debate que arriscarmos qualificar de baixo nível, em virtude de no fundo na visar todo um sistema, mas essencialmente um ataque pessoal à figura de Armando Inroga, pagando o preço da sua nomeação que não pediu, para Presidente do Conselho de Administração da Televisão de Moçambique, TVM.

O ataque é pessoal, sim, porque não é a primeira vez que o Conselho Superior da Comunicação Social, CSCS é contornado na nomeação de titulares de Órgãos de Comunicação Social do sector público.

Na verdade o CSCS nunca foi tido nem achado, em nomeações nem em exonerações de Presidente do Conselho de Administração nem da Rádio Moçambique nem da Televisão de Moçambique.

Todavia, nunca se viu alarido similar àquele que hoje alimenta os tais debates, dai sermos coagidos a concluir que o que está em causa não é o acto governamental em si, mas a figura da pessoa a quem foi confiada a tarefa de dirigir os destinos da TVM, Armando Inroga.

Somos igualmente forçados a concluir que está-se fazendo desta nomeação ocasião para eventuais golpes que há muito já se pretendia desferir à figura de Armando Inroga, por razões que desconhecemos, só faltava pretexto. Lamentavelmente a nossa sociedade também vive destas coisas!

Ainda bem que no debate se reconhece que o comando constitucional tem sido violado de forma recorrente no que à nomeação e exoneração de PCAs do sector público, diz respeito, ou seja, o CSCS não tem sido consultado.

Se há este reconhecimento, por que razão tanto alarido só hoje, quando é a nomeação de Armando Inroga? Ainda este ano tivemos a recondução do PCA da Rádio Moçambique nos mesmos moldes, mas não vimos tamanho alarido.

Por outro lado, não é líquido que o cumprimento rigoroso do dispositivo legal inerente, embora desejável e concordamos plenamente, é sinónimo de garantia da expressão e do confronto de ideias das diversas correntes de opinião.

Igualmente não é líquido que o desejável cumprimento rigoroso do referido dispositivo é garantia tácita de que o Estado terá garantido a isenção dos meios de comunicação social do sector público, bem como a independência dos jornalistas perante o Governo, a Administração e os demais poderes políticos.

Tal crença é pura falácia e falaciosa e os promotores do debate anti Armando Inroga sabem perfeitamente disso. Insinuar ou fingir não saberem é pura promoção de distracção dos menos atentos.

Nas entrelinhas deixa-se a ideia de que o ataque ao novo PCA da TVM é condimentado com o facto de Armando Inroga não ser jornalista! Ora essa! Quem foi que disse que ser especialista de área é sinónimo de ser bom líder nessa mesma área?

Dois médicos de créditos firmados já dirigiram com excelência o sector sensível dos Negócios Estrangeiros, por sinal em períodos extremamente difíceis da vida de Moçambique, mas em momento algum a diplomacia do país colapsou, pelo contrário, a sua competência imperou. Em ocasião alguma o país ressentiu-se apontando-se como razão o facto de ter um médico a dirigir o sector.

Experiências similares são bastante abundantes no país, mas em momento algum se apontou como causa de insucesso de num terminado sector, o facto de ter na liderança um leigo em matéria de especialidade técnica.(x)

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