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Réplica às políticas do Banco de Moçambique

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Temos estado a acompanhar com certo interesse, as diversas políticas monetárias que são promovidas pelo Banco de Moçambique, muitas delas ligadas à alteração de regulamentos, de forma a tornar mais flexível, transparente e mais eficazes as operações da economia. 

Acabamos de testemunhar a extinção do regulamento cambial, que foi substituído por um aviso, o que permite ao nosso Banco Central maior flexibilidade.

É de enaltecer as várias acções que são desenvolvidas pelo Banco Central, de modo a fazer uma gestão muito cautelosa.

Em contrapartida tivemos muito pouco em relação às políticas de desenvolvimento. O Banco de Moçambique controla os três principais factores: inflação, taxa de juro e o câmbio, mas a seguir a isso a economia deve continuar a crescer. A seguir a isso é preciso que haja mais emprego, mais exportações, mais industrialização e que haja mais comércio.

Tudo isto só é possível se o lado da política económica poder seguir ao mesmo jeito que o Banco Central, na promoção de políticas de estímulo económico. O estímulo económico é realmente muito lento e sente-se que há muito poucas medidas de política económica que têm estimulado a revitalização da economia.

O Banco Central faz o seu papel, em consequência também esperamos que o mesmo aconteça com os ministérios económicos, a exemplo dos ministérios da Economia e Finanças, da Indústria e Comércio, da Agricultura e Segurança Alimentar. A nível destes sectores que haja medidas que possam estimular o desenvolvimento da economia nos seus vários ângulos de actividade.

Por outro lado, o país continua a registar um crescimento económico, apesar de persistirem alguns desafios. Assinala-se progressos na balança de pagamentos, câmbio e inflação, mas persiste a insatisfação da banca comercial, essencialmente pela redução da taxa de juro de referência do Banco de Moçambique, de 150 para 75 pontos base.

Com base em alguns destes indicadores, incluindo alguma estabilidade cambial, a expectativa era que o Banco Central cortasse as taxas de juro, no mínimo ao mesmo ritmo que se viu desde Dezembro.

Entretanto, o Banco de Moçambique queixa-se, com alguma legitimidade, de que quando a política monetária actua no sentido de aperto, de aumento das taxas, os bancos comerciais e o resto do mercado financeiro reagem imediatamente e na mesma magnitude. Todavia, quando o processo é inverso, em que as taxas estão a baixar, a reacção da banca e do resto do mercado financeiro já não se realiza na mesma magnitude e na mesma velocidade.

O desafio é criar condições para que a velocidade de ajuste, tanto no aumento como na redução, seja igual e na mesma magnitude em que a política monetária estiver a reagir.

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