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A equipa que ganha não se mexe

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O nosso título inspira-se nos sucessivos acontecimentos, em número não pequeno, a que se assiste em muitas instituições, fundamentalmente públicas do nosso país. 

Não têm sido poucas as instituições, de uma ou de outra forma ligadas ao Estado, onde a mudança de gestão marca início de autêntica travessia de deserto.

E são daquelas mudanças não ditadas necessariamente por força de lei, que limite os mandatos, porque ai não temos muita margem para não nos conformar. Aliás, mesmo que a lei o determine, pode-se encontrar um mecanismo legal para atender a determinadas situações, no interesse da Nação. Mas como determinadas decisões são tomadas para acomodar certos interesses, nunca alguém chega a pensar nisso.

Falamos de mudanças, muitas vezes para acomodar interesses, sem o mínimo de meritocracia. Prefere-se matar uma instituição, para a infelicidade de toda uma sociedade, apenas para agradar a um punhado.

Em muitas das situações atingidas por este fenómeno, a glória alguma vez conquista foi-se para sempre. Lamentavelmente ninguém é chamado a explicar-se, por que razão teve aquela opção.

Isto ocorre em quase todo o tipo de instituição do nosso país, desde que tenham alguma ligação com o Estado, Comunicação Social, económicas, etc. etc.

Não morremos de paixão alguma pelo Engenheiro José Viegas, mas verdade seja dita, desde que ele deixou de ser PCA da nossa companhia de bandeira, a nossa LAM não mais voltou a ser a mesma coisa.

As mudanças que se vão operando a cada dia na gestão vão ajudando a afundar a LAM, sem fim de queda à vista, muito menos podemos falar de devolver a empresa aos carris.

De forma alguma pretendemos dizer que o Engenheiro Viegas foi bom ou mau gestor. Apenas registamos com apresso, que nos seus tempos, pelo menos publicamente a LAM emprestava uma imagem aprazível.

Dificilmente se podia imaginar uma situação a que a empresa hoje chegou, de paralisação de voos, por incapacidade financeira para pagar combustível aos fornecedores, para não falar de outros malefícios.

Hoje, a LAM ostenta dívidas que duvidamos da sua liquidação, mesmo com a venda de todos os activos da empresa.

A decisão ora anunciada pelos accionistas só surpreende por ser demasiadamente tardia, porque de resto nem se sabe se a gestão ora afastada devia alguma vez ter existido.

Foi preciso ultrapassar os níveis de caos total, para os accionistas da nossa LAM, se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária e deliberaram a cessação de funções dos membros do Conselho de Administração da empresa.

Decidiram, igualmente, criar uma Comissão de Gestão para, de forma transitória assegurar o normal funcionamento da empresa, de acordo com um comunicado do Instituto de Gestão das Participações do Estado, IGEPE.

A LAM está a passar por uma crise financeira, que levou ao cancelamento de voos esta semana, por incapacidade de pagar combustível aos fornecedores.

Das deliberações da Assembleia Geral da LAM não há absolutamente algo a aplaudir, pois não temos garantia alguma de recuperação de tudo quanto a companhia perdeu.

Lembrem-se do artigo em que titulamos “LAM mentiu?”?

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