Início Sociedade A acção gritou mais que a palavra

A acção gritou mais que a palavra

118
0
COMPARTILHE

O dia 25 de Julho de 2018 ficará registado na história da Procutadoria – Geral (PGR) da República de Moçambique e no país em geral, como o (ano) em que esta instituição desencadeiou e com resultados, uma acção que em algum momento – para alguns círculos – se afigurava como sendo uma missão impossível.

Em termos concretos, referimo-nos ao anúncio da captura de Momad Assif Abdul Satar, mais conhecido por Nini Satar que, mesmo apartir de fora do país, através das redes sociais e outras formas, mantinha-se presente no país por vezes com alguns excessos em relação à forma como tratava as autoridades judiciais moçambicanas.

Foi exactamente a 25 de Julho de 2018 corrente,  na quarta – feira, que a PGR, através de um comunicado, anunciou a detenção, algures no reino da Tailândia, de Nini Satar, um dos foragidos mais procurados do país, se não, até à altura dos factos, o mais procurado.

Este indivíduo saíu do país, há quatro anos, sob a alegação de que ía receber tratamentos médicos em Londres, a capital britânica, facto que mais tarde veio a debate com alguns círculos a denunciar fuga deste para fora de Moçambique e ele próprio a desmentir nas redes sociais. Estes acontecimentos tiveram lugar depois dele ter se beneficiado de liberdade condicional.

Depois de cumprir metade da pena de 24 anos de prisão maior,  em conexão com o assassinato do jornalista Carlos Cardoso, em Novembro de 2000; conforme a legislação em vigor na República de Moçambique, Nini Satar saiu em liberdade condicional no dia 5 de Setembro de 2014.

Desde a sua saída do país, que mais tarde veio a constatar-se ter sido fuga, por não ter cumprido com os limites da autorização, o menino das quantias irrisórias como, também, é tratado no País, foi alvo, no ano passado, por parte  da PGR, de um mandado internacional de captura que foi concretizado neste dia 25 de Julho, com a sua neutralozação.

A  PGR, a mesma que ele acusava de ser inoperacional,  diz estar a tratar dos trâmites para a a sua transferência e/ou repatriamento  para Moçambique.

O ora capturado Nini Satar quando foi neutralizado na Tailândia, ainda segundo a PGR, estava na posse de um passaporte falso, em nome de Sahime Mohammad Aslam. Este cidadão que, tal como nos referimos, já havia cumprido metade da sua pena, cuja liberdade condicional se encontra, para já, revogada em função dos factos, é também indiciado em casos de raptos, mas esses processos ainda se encontram na fase de investigação.

Este trabalho da PGR,  com o lógico  envolvimento do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), veio a provar a aplicabilidade do velho ditado, segundo o qual, as acções gritam mais que a palavra, desta vez, a acção gritou mais que a palavra.

Quanto a nós, o papel da PGR deve ser incontornavelmente enaltecido que, perante muito que se disse e se escreveu,  manteve-se no silêncio, a trabalhar e, na hora apropriada, apresentou resultados.

Estamos em crer que a detenção deste indivíduo se não representar caminho para o esclarecimento de alguns casos de que é acusado, vai, certamente, abrir pistas importantes para o esclarecimento de assuntos relevantes que deverá ajudar a justiça moçambicana a colocar a mão em muitos daqueles que agem à margem da Lei, a avaliar por aquilo que se mostrou ter conhecimento ataravés dos seus próprios escritos nas redes sociais, a ver vamos!

(Daniel Maposse)

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here