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Gestão da LAM inspiradora

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A decisão acabada de tomar sobre o modelo de gestão da nossa companhia de bandeira, as Linhas Aéreas de Moçambique, LAM, devia inspirar o Governo a repensar em modelos de gestão de outras empresas públicas, sobretudo aquelas que não gerem lucros.

São empresas que hoje atravessam autêntico deserto, sem alguma perspectiva de mudança. A situação difícil porque essas empresas passam começa precisamente com a sua transformação em empresas públicas.

Se a ideia de quem pensou em tal modelo de gestão estava coberta de boas intenções, não deixa de ser verdade que findas algumas décadas, hoje não há loiros que se colha.

Essas empresas experimentaram prosperidade (financeira) enquanto seguiam um modelo de gestão simples, sem ser simplista. Bastava um Director Geral auxiliado por mais dois Chefes de Serviço para a gestão carburar em pleno. Foi um modelo de gestão isento de gorduras, despesismo, bastante simplificado e muito mais coisas boas de que hoje se tem saudades.

Todavia, alguém pensou um dia, num modelo de Empresas Públicas, copiado não se sabe de onde. Era início de modelos carregados de estruturas pesadíssimas, despesistas e bastante onerosos, do ponto de vista da sua manutenção. Este foi o ponto de partida para se arruinar empresas que gozavam de excelente saúde financeira e elevado nível de eficiência.

Porque acreditamos nas boas intenções de quem pensou em tais modelos, somos desafiados a acreditar que esses pensadores podem ser influenciados hoje, positivamente, pelo exemplo ora trazido para a gestão da LAM, que outra coisa não representa, que não seja a reposição de boas coisas que a empresa já teve, a pensar num futuro próspero para outras tantas empresas na bancarrota.

O que é de lamentar é o longo tempo que leva até que se faça a devida correcção, mas como o velho ditado lembra que antes vale tarde do que nunca, só temos que esperar que se siga o exemplo, pois o start up já foi accionado na LAM, o que saudamos imensamente.

Em alguns casos os custos de manutenção de modelos de gestão instituídos em algumas empresas públicas estão muito acima dos lucros gerados (?) por essas mesmas empresas. A questão que se impõe é: porquê persistir nesses modelos? Ou é uma via encontrada para viabilizar a drenagem de recursos para fins inconfessáveis? E tudo no Sector Público, lamentavelmente!

No Sector Privado há muitas empresas que respiram boa saúde financeira, mediante modelos de gestão simples, simplificados e bastante austeros, porque o dono da empresa não está para gastar dinheiro de forma irracional. E estamos a falar de empresas onde as coisas funcionam em pleno. Empresas onde não impera burocracia, muito menos burocratismo, com elevados índices de eficiência, do ponto de vista de produção e da produtividade.

Que se siga o exemplo recente de modelo de gestão devolvido à LAM, para o resto das empresas públicas. Só que este exemplo deve ser replicado com espírito de meritocracia na indicação das pessoas que estarão em frente dos modelos de gestão racionais, tal como aliás se fez na nossa companhia de bandeira.

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