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Homem certo no lugar certo

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O Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), acaba de criar uma verdadeira “dor de cabeça” à Electricidade de Moçambique (EDM) e ao País, no geral, por agora ter que se encontrar um homem à altura de substituir Mateus Magala da presidência do Conselho de Administração daquela empresa pública.

É que, Mateus Magala, que veio do BAD para dirigir os destinos da EDM, regressa outra vez para aquela instituição, agora como vice-presidente.

Esta nomeação do Dr Magala, pelo BAD, quanto a nós, pode ser vista em duas perpectivas principais, sendo a promeira, a que citámos “dor de cabeça para a EDM e a segunda o orgulho que o país deve ter pelo compatriota que é gestor de confiança de uma instituição internacional.

Aliás, esta nomeação remete-nos a termos em conta a capacidade de quem identificou este quadro para gerir a EDM, isso significa que, a nível da direcção do País há quadros com olho clínico que identifica gestores capazes para colocá-los no lugar certo.

Esramos confiantes que  esse olho clínicos dos dirigentes deste país, irá manter a sua rigosidade na indicação de quem deve substituir o Dr Magala na EDM.

Estamos cientes que muito foi dito e continuará a ser dito sobre a sua gestão na EDM, mas, independentemente da direcção de opinião relacionada com a competência de Magala, a verdade é que, se o BAD o chamou de volta, desta vez para a vice-presidência, logicamente que este homem é um gestor de palmarés invejável.

Segundo o anuncio do BAD, através de um comunicado,  emitido apartir de Abidjanm capital da Costa do Narfim,  datado do primeiro dia do mês de Agosto corrente, o  Dr. Mateus Magala foi nomeado para o cargo de Vice-presidente dos Serviços Institucionais e Recursos Humanos, a iniciar funções a partir de 1 de Setembro de 2018.

O Moçambicano Mateus Magala é Mestrado em Economia e Econometria (2000), Mestrado em Economia e Gestão de Transportes (1998) e Mestrado em Gestão de Empresas, todos pela Universidade de Sydney (Austrália), e Mestrado em Engenharia Mecânica (1990) pela Academia de Brno (República Checa). É também Doutorado em Economia (2004) pela Universidade de Victoria (Austrália).

De 2008 a 2015 exerceu diversas funções no Banco Africano de Desenvolvimento, incluindo os cargos de Economista e Estratega-chefe em matéria de Planeamento, Consultor em Estratégia e Representante Residente do Banco no Zimbabwe, antes do seu regresso a Moçambique, para ajudar a impulsionar a EDM.

Antes de entrar para o Banco, exerceu as funções de Investigador na Universidade de Sydney, Austrália (2001-2003), de Investigador Sénior e Conferencista Sénior na Universidade de Melbourne, Austrália (2003-2005), de Diretor Associado de Projectos Estratégicos e Desenvolvimento na Austrália (2006-2007), de Chefe de Equipa dos Serviços de Assessoria Estratégica, Parsons Brinckerhoff na Austrália, de Consultor em Economia e Estratégia para a Rio Pinto (2008-2009).

Consta que, em apenas dois anos sob sua gestão, o desempenho do EDM sofreu uma rápida transformação. Graças ao recrutamento de pessoal melhor qualificado e recompensado, as receitas do EDM passaram de 150 milhões de dólares anericanos (USD) para 500 milhões USD e a previsão das mesmas aponta para um valor de 1000 milhões USD em 2020. Foi aclamado pelo seu trabalho em EDM, incluindo o prémio de Personalidade do Ano de 2017 em Moçambique pelo Blue Bird Club, o Prémio de Excelência African Leadership Business de 2016 e o Outstanding Contribution for Power, 2017/2018, pelo African Utility Week Industry Awards.

Em comentário à nomeação, o Presidente do BAD Dr. Akinwumi Adesina, reconheceu que Magala realizou reformas institucionais com grande sucesso e traz com ele ideias inovadoras, criatividade, paixão e determinação para a implementação de reformas e que os resultados são o seu principal enfoque.

“ Espero que ele consiga conjugar com eficácia os recursos humanos e os serviços institucionais para o seu apoio ao Banco nas suas operações creditícias e não creditícias com vista à obtenção de melhores resultados”, estas foram as palavras de Adesina em reconhecimento às qualidades de Magala.

Adesina fez questão de frisar que Mateus Magala, oriundo de um país africano de língua oficial portuguesa, será também o primeiro Vice-presidente do Banco proveniente de um país lusófono nos 54 anos de história do Banco.

“Isso reitera o meu forte compromisso pessoal e do Banco no sentido de uma maior diversidade, inclusão e ampla representação no seio do Grupo do Banco”, afirmou o Dr. Adesina.

Quanto a nós, este moçambicano que além do que mencionamos aqui tem outras andanças no campo acadêmico e profissional, afigura-se como homem certo no lugar certo!

(Daniel Maposse)

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