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Esperar para ver

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A capital provincial de Cabo Delgado, Pemba, foi palco, a 10 de Agosto de 2018, de um seminário de oportunidades locais, com enfoque na necessidade de tornar mais robusto o sector empresarial nacional.

O debate sobre a necessidade de robustez do empresariado nacional não é actual mas, com o volume de investimentos que o país está na conhecer actualmente, esta necessidade está a ganhar mais força na medida em que, as multinacionais – com a Petrolífera americana Anadarko na vanguarda – estão a a injectar volumosos investimentos, de dimensão planetária, no País.

Cientes da necessidade de se alavancar a economia através da promoção do conteúdo local, o Governo de Moçambique e a Anadarko avançaram para a realização do seminário de oportunidades locais, onde o empresatiado nacional, representado pela Confederação das Associações Económicas (CTA), uma vez mais “bateu-se” pelas oportunidades que são oferecidas com a prestação de vários serviços aos mega projectos.

Sendo um dado adquirido que as empresas moçambicanas vão passar a ter disponibilidade de oportunidades de negócio, no âmbito da implementação do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) na província de Cabo Delgado, o Presidente da República, Filipe Nyusi, no seu prinunciamento naquele evento, observou que o seminário de oportunidades locais, encerra um potencial para mudar o paradigma da relação entre os grandes investimentos, o Governo, as comunidades locais e o empresariado nacional.

Ainda sobre os pronunciamentos do Chefe de Estado, naquele evento, em relação ao conteúdo local, notámos a preocupação do Presidente da República no sentido de fazer as coisas acontecerem, de facto.

“O Governo continua a trabalhar para o incremento do desempenho da nossa economia, não precisamos de gritar que a nossa economia está em franca recuperação, precisamos de prova-lo”, disse Nyusi.

Expondo aquilo que é o objectivo central do evento, o estadista moçambicano assegurou que a criação das oportunidades locais faz parte das estratégias para o sector de petróleo e gás onde a indústria deve contribuir com a criação de empregos, desenvolvimento tecnológico, aumento de renda nacional, individual, no crescimento económico e melhoria da vida de todos moçambicanos, sendo, também,  visão do Governo, que o conteúdo local em Moçambique facilite a participação do  empresariado nacional no mercado internacional e oferta de bens e serviços de forma a tornar-se cada vez mais competitivo.

A Anadarko disponibilizou-se em apoiar as Pequenas e Médias Empresas, e ofereceu cinco mil postos de trabalho, Nyusi disse que dos cinco mil postos, mil e quinhentos serão para os moçambicanos que vivem em Palma e Mocímboa da Praia. Este objectivo, na altura em que se materializar, irá contribuir significativamente para a redução de desemprego e consequente redução da pobreza no país.

Steve Wilson, director sa Anadarko, assegurou que há muito espaço para empregar e gerar negócios para moçambicanos e refereriu-se à necessidade de massificar a mão-de-obra moçambicana nos projectos.

Umas das boas novas avançadas é que à medida que a construção seguir, mais moçambicanos estarão em formação e poderão ocupar as vagas que existem em diversas especialidades, o que significa que os benefícios do projecto não ficarão confinados a Cabo Delgado.

Além dos esforços do Governo e das multinacionais, nesta caso, encabeçadas pela Anadarko, o empresariado nacional deve se afirmar no mercado, pois, no mundo de nagócios não basta só a criação de oportunidades, é necessário garra para usufruílas.

Aliás, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, num evento recente que se destinou a jovens líderes africanos, segredou que um empreendedor que se preocupa apenas em ganhar dinheiro, não estuda o negócio, nem tem preparo necessário para perceber como funciona a cadeia e, daí, trazer uma ideia que possa fazê-lo ganhar dinheiro de forma competitiva e garantir a sua sustentabilidade.
Ele fez saber que para se ter um empreendedorismo que identifica as oportunidades de negócios, é necessário um ambiente de negócios favorável que permita a inserção dos novos empresários no mercado. Para isso, é preciso que o Governo remova os obstáculos através de políticas públicas que incentivem a actividade empresarial.

Estamos em crer que, para o objecto da nossa reflexão que é a promoção do conteúdo local, o Governo e a petrolífera americana já lançaram as cartas na mesa e estão a fazer a sua parte, agora a bola está do lado do empresariado nacional que deve se movimentar na direcção recomendada pelo presidente da CTA para que o útil esteja, de facto, acoplado ao agradável, como sempre, esperamos para ver!

(Daniel Maposse)

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