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Ventos promissores

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A República de Moçambique, um país estrategicamente localizado na costa oriental de África e, a avaliar pelo volume de descobertas de recursos minerais no seu subsolo, é uma plataforma flutuante por cima de um volume invejável de riqueza.

Vários analistas em matéria económica, através de diversas plataformas, e em função das circunstâncias, tem estado, ciclicamente, a prever vários cenários económicos para o País.

A nível politico, sempre que se aproximam momentos eleitorais, alguns círculos reclamam que o país está independente ha 43 anos e essa “idade” não espelha o actual estágio de desenvolvimento.

Se é verdade que o país está independente ha 43 anos, não justa nem honesta a análise, segundo a qual, o actual estágio de desenvolvimento não corresponde porque, dois anos depois da independência, Moçambique viveu uma devastadora Guerra durante 16 anos, o que significa que, deviam se subtrair pouco mais de 16 anos para se ter o tempo que se trabalhou, de facto, para o desenvolvimento.

Depois de muito trabalho rumo à pacificação efectiva do pais, mesmo antes de iniciar a produção e exportação das reservas de gás de dimensão planetária que o país detém, com corte da ajuda externa e gastos eleitorais à mistura, o país está a avançar, a passos firmes, rumo à auto determinação económica.

Este caminho promissor que o país está a trilhar é fruto, em parte da sensibilidade dos moçambicanos, liderado pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi que, de forma incansável, mesmo perante o belicismo verbal e violento do ser principal parceiro para o alcance da paz efectiva, agora o Tenente General Ossufo Momade, tem estado a fazer o que a si compete para que Moçambique seja um país, definitivamente em paz e, por via disso, próspero.

Com as previsões de crescimento económico a serem constantemente revistas em alta, o que denuncia uma gestão responsável da economia do país, ha um ano, o  Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Carlos Zacarias, que a previsão do início de exportação de gás natural da Bacia do Rovuma oscila entre 2022 e 2023.

Moçambique tem reservas de pelo menos 160 triliões de pés cúbicos de gás, catapultando o país para o pódio dos mais promissores, juntamente com a Austrália e o Qatar, a que se junta também a vantagem da proximidade em relação ao mercado asiático.

O consórcio da Área 1 é liderado pela norte-americana Anadarko e identificou grandes quantidades de gás natural, tal como o consórcio liderado pela italiana ENI, que opera a Área 4 e que integra a portuguesa Galp.

Em março, a norte-americana Exxon comprou 25% da Eni East Africa e peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist consideraram na altura que o envolvimento da petrolífera norte-americana “aumenta a confiança” na exploração do gás em Moçambique.

A economia de Moçambique deverá crescer à taxa de 11,1% em 2023, altura em que a exploração dos depósitos de gás natural no norte do país deverá ter-se já iniciado, segundo as mais recentes previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

As Previsões Económicas Mundiais do Outono, agora divulgadas, indicam que a economia moçambicana deverá crescer às taxas de 3,5% e 4,0% em 2018 e 2019, respectivamente, para atingir quatro anos mais tarde dois dígitos.

Tal como nos referimos, os grupos americano Anadarko Petroleum e italiano ENI descobriram reservas de gás natural de grande dimensão em dois blocos da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, estando este último grupo mais próximo de iniciar a exploração, tendo os parceiros aprovado já a decisão final de investimento.

Estes dados colocam Moçambique na rota de desenvolvimento acelerado a nível de África e não só. E a efectivação do sonho deste país se tornar economicamente independente, depende, em grande medida, da disciplina dos moçambicanos na preservação da paz e cultivo do espírito de tolerancia e diálogo porque a estabilidade é fundamental para um voo económico de grande propulsão, porque a economia, por si é altamente promissora e tem muitas alavancas como agricultura, turismo, pesca entre outras.

(Daniel Maposse)

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