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O condão do Estado da Nação

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Na manhã da quarta-feira, 19 de Dezembro, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, do pódio da Assembleia da República, a Casa do Povo, avaliou o estado geral da Nação para este 2018 que finda.

Numa compulsão de cerca de duas horas, percorreu os marcos mais salientes que marcaram o país, maus e bons, abordou desafios e expectativas, desde o domínio politico, económico e social, sem contornar o domínio cultural e desportivo, tendo defendido ser uma das bases de unidade nacional e reconciliação através da realização de festivais e feiras nacionais que unem todos moçambicanos.

Mas, a paz e a concórdia, hão-de ter sido o condão que marcou o ano de 2018, que nas suas palavras, num misto de humildade e realismo considerou que 2018 foi um ano caracterizado pelos esforços colectivos rumo à estabilidade social e política. Vincou que este ano prestes a terminar foi igualmente caracterizado por um ambiente de paz e estabilidade, dai que ficará marcado como “ano da concórdia entre as forças políticas nacionais”. Disse mais, que a contribuição do malogrado Afonso Dhlakama, líder da Renamo, o maior partido da oposição no País foi decisiva para colocar um freio nos ataques armados e no ódio que dividia os moçambicanos.

Pois, a estabilidade política e a paz constituíram as condições sine qua non para o avanço económico e social que o país registou, tendo arrolados vários feitos, como a estabilidade macroeconómica e os vários programas sociais e na componente de infra-estraturas realizados.

Aliás, nas suas palavras, “todas as realizações conquistadas não teriam sentido sem estabilidade social e política. Todos os avanços ganham sentido porque se circunscrevem numa retoma da economia”, enfatizou.

Na nossa opinião, o Presidente procurou ao longo deste ano transformar obstáculos em oportunidades e foi verdadeiro perante as realidades circunscreventes.

Não contornou a dores que mancharam o país, a começar pela morte do líder da Renamo mas, e, sobretudo as mortes e sofrimento causados pelos ataques armados no Norte de Moçambique, tendo referido que 189 foram detidos e que esforços estão sendo feito para estabilizar a situação, reforçando medidas de soberania.

Não procurou contornar os episódios das recentes eleições autárquicas, marcadas por contestações da Renamo e MDM, tendo defendido a necessidade de se reforçar o mecanismo de fiscalização dos processos eleitorais.

Quanto as boas novas anunciadas, em jeito de perspectivas com decisão tomada, há a reter as da componente social que se mostram mais abrangentes e de benéfico para as populações mais necessitadas.

Nyusi anunciou algumas medidas para o próximo ano, como a isenção do pagamento das taxas de matrículas pelos alunos até à nona classe, sendo que na saúde, anunciou o lançamento da iniciativa “Um distrito, um hospital distrital”, que já iniciou em alguns pontos do país, como Memba, Monapo e Macia.

Pelo que a sua avaliação anual do estado da Nação moçambicana, tendo como condão a paz e a concórdia, fala por si: Estável e Inspira Confiança!

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