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Ano de grande viragem?

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O ano e 2019 que começa pode ficar registado para sempre na história do país e da Renamo, em particular, caso este partido, que insiste em continuar militarizado, saiba aproveitar a oportunidade, quase única e nunca vista na sua história, para se modernizar.
Sempre defendemos que não há morte que se celebre, mas a passagem para o além, do antigo líder da Renamo, Afonso Dhlakama (Deus que o tenha), no passado dia 3 de Maio, pode ter aberto portas para uma grande viragem interna no partido.
Não negamos a relevância de Dhlakama enquanto esteve entre nós, fundamentalmente no contexto da negociação da paz efectiva e definitiva, pois chegou a pertencer a ele a visão segundo a qual é preciso paz para desenvolver o país, para criar empregos e pagar mais impostos ao Estado. Uma visão claramente de Estado, num claro interesse nacional de todos os moçambicanos.
Este reconhecimento não nos dá, contudo, o direito de esquecer, em absoluto, tudo o que a Renamo foi, enquanto dirigida por Afonso Dhlakama, durante cerca de 37 anos, adensando em muitos as dúvidas se com este líder o partido abraçaria, em definitivo, o caminho da paz efectiva e definitiva, o que passa por se desarmar total e completamente, conformando-se em absoluto, com o ordenamento jurídico da República de Moçambique.
Em reunião do Conselho Nacional, a Renamo convocou para de 15 a 17 de Janeiro o seu Congresso, que entre outras coisas vai eleger (?) ou impor o substituto de Afonso Dhlakama, na liderança do partido.
Embora o perfil de presidenciáveis denuncie intenção de alguma exclusão e remessa de cheques em branco para simplesmente o Congresso chancelar, somos tentados a acreditar que a Renamo terá de assumir que é agora e só agora que tem a oportunidade soberana e única, de embarcar no caminho de um partido político, de facto, libertando-se da ideologia assassina que guiou o partido desde a sua existência até aos dias que correm.
Esta viragem passa por escolher alguém que possa liderar essa transformação, levando a Renamo a comportar-se como mandam as leis.
Por tudo que a nossa oposição foi sendo ao longo destes anos todos, não se pode ter a vaidade de que o início da viragem significaria uma oposição que nos conduza à alternância no imediato, mas sim, início de uma longa caminhada que com o tempo nos leve para lá.
A alternância política no imediato teria de emergir de dentro da própria Frelimo, enquanto de fora nos pede mais tempo de espera e muita paciência, até que a nossa oposição se aprume.
A viragem na Renamo é bem-vinda para todos os moçambicanos, porque inclusivamente vai ajudar na qualidade de governação do país, pois quem estiver a governar saberá que finalmente tem um fiscal de qualidade que pode “assaltar” o poder, por via dos processos eleitorais regulares. Os eleitores não mais podem continuar a tolerar governação que não os agrade, quando já têm alternativas viáveis.
Do Congresso espera-se que saia uma Renamo que conquiste a confiança de todos os moçambicanos, que finalmente se possa comportar e organizar-se como um verdadeiro partido político, que disputa em pé de igualdade e de forma pacífica, todos os pleitos eleitorais, sem nunca estar a pensar em voltar às matas, para reivindicar o que quer que seja.
Nós acreditamos nesta viragem

Ano de grande viragem?
O ano e 2019 que começa pode ficar registado para sempre na história do país e da Renamo, em particular, caso este partido, que insiste em continuar militarizado, saiba aproveitar a oportunidade, quase única e nunca vista na sua história, para se modernizar.
Sempre defendemos que não há morte que se celebre, mas a passagem para o além, do antigo líder da Renamo, Afonso Dhlakama (Deus que o tenha), no passado dia 3 de Maio, pode ter aberto portas para uma grande viragem interna no partido.
Não negamos a relevância de Dhlakama enquanto esteve entre nós, fundamentalmente no contexto da negociação da paz efectiva e definitiva, pois chegou a pertencer a ele a visão segundo a qual é preciso paz para desenvolver o país, para criar empregos e pagar mais impostos ao Estado. Uma visão claramente de Estado, num claro interesse nacional de todos os moçambicanos.
Este reconhecimento não nos dá, contudo, o direito de esquecer, em absoluto, tudo o que a Renamo foi, enquanto dirigida por Afonso Dhlakama, durante cerca de 37 anos, adensando em muitos as dúvidas se com este líder o partido abraçaria, em definitivo, o caminho da paz efectiva e definitiva, o que passa por se desarmar total e completamente, conformando-se em absoluto, com o ordenamento jurídico da República de Moçambique.
Em reunião do Conselho Nacional, a Renamo convocou para de 15 a 17 de Janeiro o seu Congresso, que entre outras coisas vai eleger (?) ou impor o substituto de Afonso Dhlakama, na liderança do partido.
Embora o perfil de presidenciáveis denuncie intenção de alguma exclusão e remessa de cheques em branco para simplesmente o Congresso chancelar, somos tentados a acreditar que a Renamo terá de assumir que é agora e só agora que tem a oportunidade soberana e única, de embarcar no caminho de um partido político, de facto, libertando-se da ideologia assassina que guiou o partido desde a sua existência até aos dias que correm.
Esta viragem passa por escolher alguém que possa liderar essa transformação, levando a Renamo a comportar-se como mandam as leis.
Por tudo que a nossa oposição foi sendo ao longo destes anos todos, não se pode ter a vaidade de que o início da viragem significaria uma oposição que nos conduza à alternância no imediato, mas sim, início de uma longa caminhada que com o tempo nos leve para lá.
A alternância política no imediato teria de emergir de dentro da própria Frelimo, enquanto de fora nos pede mais tempo de espera e muita paciência, até que a nossa oposição se aprume.
A viragem na Renamo é bem-vinda para todos os moçambicanos, porque inclusivamente vai ajudar na qualidade de governação do país, pois quem estiver a governar saberá que finalmente tem um fiscal de qualidade que pode “assaltar” o poder, por via dos processos eleitorais regulares. Os eleitores não mais podem continuar a tolerar governação que não os agrade, quando já têm alternativas viáveis.
Do Congresso espera-se que saia uma Renamo que conquiste a confiança de todos os moçambicanos, que finalmente se possa comportar e organizar-se como um verdadeiro partido político, que disputa em pé de igualdade e de forma pacífica, todos os pleitos eleitorais, sem nunca estar a pensar em voltar às matas, para reivindicar o que quer que seja.
Nós acreditamos nesta viragem.

 

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