Os preparativos para o pleito eleitoral de 15 de Outubro próximo ganham corpo e campo a nível dos órgãos eleitorais e dos principais actores políticos no país, com destaque para o partido governamental, a Frelimo, que acaba de remodelar a estrutura representativa da sua brigada central demandada pelo Comissão Politica desta formação politica, que tem como slogan de propaganda eleitoral: “a vitória organiza-se, a vitória prepara-se”.

Filipe Nyusi, engajado na sua própria sucessão na condução dos destinos do país, através do “núcleo duro” do partido que lidera, a Comissão Politica, constituída pelos selectos 17 membros [sem incluir os integrados por inerência de funções], na semana transacta, fez remodelações de vulto, no que toca às brigadas centrais afectas às 11 províncias do país, e montou os seus pontas-de-lança no Gabinete central de preparação de eleições.

No seu baralho de “trunfos’, de figuras oriundas do próprio “núcleo duro” do partidão, alguns somente mudaram de posição, outros foram descartados.

Comecemos pela zona sul: Na cidade de Maputo, Margarida Talapa foi transferida para Nampula; Eduardo Mulébwé, da província de Maputo foi transferido para Cabo Delgado; Alcinda de Abreu foi mantida em Inhambane; enquanto de Gaza, Verónica Macamo foi descartada do baralho de trunfos.

Zona centro: Sérgio Pantie, foi movimentado de Manica para Sofala; Alberto Chipande, de Tete; Eneas Comiche, de Sofala; e, Manuel Tomé da Zambézia, foram descartados do baralho.

Zona norte: Filipe Paúnde, de Cabo Delgado foi encaminhado para Manica; Carlos Agostinho do Rosário, de Niassa e Tomaz Salomão, de Nampula foram descartados da lista dos chefes das brigadas centrais.

Nessa reunião decisória que teve lugar quarta-feira [13 de Fevereiro] novas cartas foram integradas ao baralho, incluindo as de fora do núcleo duro, que ganharam voto de confiança para encabeçar a brigada central nas províncias.

Assim, entraram no barulho de Nyusi, para organizar e preparar a sua vitória, dentro e fora do partido, oriundos da Comissão Politica, Esperança Bias, para a cidade de Maputo; Conceita Sortane, para Gaza; Basílio Monteiro para a Zambézia; e, Aires Ali para a província do Niassa.

Fora do núcleo duro [Comissão Política] da Frelimo, Nyusi requisitou os préstimos de Luísa Diogo para controlar Tete e Carmelita Namashulua [ministra da Administração Estatal e Função Pública], para controlar a província de Maputo, em nome da brigada central da Frelimo rumo às eleições de 15 de Outubro.

Salienta-se que para reforçar a liderança do trabalho das brigadas centrais nas províncias cada chefe é coadjuvado por mais um quadro da Frelimo, também escolhido a nível central, entre governantes e dirigentes partidários.

Todavia, digno de reparo neste novo barulho de Filipe Nyusi, é que mais de metade dos membros do núcleo duro do partido, em número de nove, não fazem parte das brigadas centrais preparatórias das eleições que se avizinham, nomeadamente Verónica Macamo, Carlos Agostinho do Rosário, Alberto Chipande, Eneas Comiche, Raimundo Pachinuapa, Manuel Tomé, Tomás Salomão, Ana Rita Sithole, e Nyeleti Mondlane.

As razões do descarte dos que que já o eram e para o não enquadramento dos outros membros da Comissão Política, podem ser várias e diversas, desde encaminhamento para outras funções, falta de “estofo” para a árdua tarefa eleitoral ou por falta de confiança. Pois, sabe-se que internamente na Frelimo existem vários interesses e opiniões, sobre as candidaturas da Frelimo para as próximas eleições.

Deixando de lado estas ilações, depois de distribuir as suas peças-chave para as províncias, que nem todas poderão ser leais às suas ideias e interesses políticos, Filipe Nyusi, criado o gabinete central de preparação das eleições que é dirigido pelo seu confiado secretário-geral, Roque Silva, foi buscar no seio do Comité Central do partido e do seu Governo, o intrépido e valioso ministro, Celso Correia, para Director de Campanha da Frelimo para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais de 15 de Outubro.

A parte este ponta-se-lança, que dirige o “monstruoso” e dinâmico Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Nyusi resgatou da liderança da brigada central da Zambézia, um dos grandes comunicadores da Frelimo, Manuel Tomé, para chefiar a sensível área de Mobilização e Comunicação, coadjuvado pelo jovem porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse.

Tudo indica que, é com estes pontas-de-lança, a nível central que Filipe Nyusi arranca com jogo eleitoral, tendo Esperança Bias, Carmelita Namashulua, Conceita Surtane e Alcinda de Abreu, na zona sul; Sérgio Pantie, Filipe Paúnde, Luísa Diogo e Basílio Monteiro, na zona centro; e, Margarida Talapa, Eduardo Mulébwé e Aires Ali, na zona norte.

Está dado o apito de partida para os preparativos das eleições de 15 de Outubro para a Frelimo, Nyusi liderando na linha da Frente Celso Correia e Manuel Tomé, e nas províncias cinco peças masculinas e seis peças femininas, a revolução do género!

Por Osvaldo Tembe

 

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